quinta-feira, 10 de julho de 2014

José de Sousa


Por Mariza Cardoso


Natural de Portugal, José de Sousa chegou ao Brasil com 5 anos... Coincidência ou não,  no dia da fundação da Bolsa de Gêneros Alimentícios do Estado do Rio de Janeiro - BGARJ.  O ano era 1951. Exatamente no dia e ano em que nascia a maior Bolsa de Gêneros Alimentícios da América Latina e que futuramente seria presidida por ele por várias gestões.
Começou a  trabalhar cedo. Com oito anos de idade já trabalhava como office-boy em um cartório no município onde morava: Nova Iguaçu.  Foram anos em que dividia seu tempo com o aprendizado escolar e o aprendizado cartorário.  Boa parte da bagagem que traz hoje vem de sua dedicação a esse trabalho que durou até seus 17 anos.
Em  Nova Iguaçu viveu, estudou e trabalhou até se mudar, já com 18 anos,  para a casa de sua irmã, no Méier.  Da escola, guarda boas recordações do  seu primário e curso secundário no Colégio Iguaçuano.  Depois, em Nilópolis, cursou Contabilidade, no tradicional Colégio Filgueiras.  Já sua vida acadêmica deu-se início na Universidade Gama Filho, onde cursou Direito e após formar-se aos 22 anos,  ingressou em  outra faculdade: Administração de Empresas na SUAM.
Juntamente com a presidência da BGARJ, José de Sousa, em 1997 ingressou na diretoria do Fluminense Futebol Clube.  Sua trajetória, também de sucesso pelo clube tricolor foi de 1997 a 2010. Como vice-presidente administrativo e vice-presidente de marketing,  durante este período, ajudou muito Xerém. A sede que fica lá e  treina atletas do futebol que vão do mirim ao profissional, hoje conta com 200 jovens.  Em sua gestão  formou o TRIUNVIRATO,  que trouxe o time de volta para  a 1ª divisão,  além de contratações de vários jogadores e técnicos como Parreira. Em 2010, quando o Fluminense foi campeão brasileiro, José de Sousa e Silva fazia parte da diretoria, como vice- presidente geral.
Em sua gestão no Mercado São Sebastião, além de comandar o dia a dia corrido da maior Bolsa de Gêneros Alimentícios da América Latina, assegurando a seus associados  uma excelente estrutura para negociações, conseguiu através de uma parceria com a Prefeitura do Rio, na gestão do Prefeito Eduardo Paes,  melhoras significativas no entorno do Mercado,  como a Revitalização do Mercado São Sebastião, além de transferir 340 famílias que moravam nas redondezas em condições precárias para Santa Cruz, no Projeto Minha Casa Minha vida.
Empresário, pai e avô dedicado, José de Sousa e Silva tem  em sua família, seu alicerce.  Com três  filhos criados, sendo uma médica, um empresário e outra advogada / publicitária e seis netos que só lhe dão orgulho, podemos dizer que  este empreendedor cumpriu e continua cumprindo sua missão com maestria..
Projetos  e Cargos Sociais:
Sempre voltado e preocupado também com a área social, José de Sousa, fez e faz parte de várias ONGs e Projetos. Em seu currículo social, participou pioneiramente da Campanha “Natal sem Fome”, fundada pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho;  apoia os Hospitais, Jesus, Cardíaco Pró-criança e   Mário Kröeff  que atende  crianças e adultos com câncer;  é Membro atuante do Projeto Rio Cidadania; é Membro fundador  e conselheiro fiscal do Instituto Rio Voluntário, é diretor fundador da Agência Rio, foi conselheiro da Associação Comercial do Estado do Rio de Janeiro e é Conselheiro Fiscal da Confederação Nacional do Comércio (SENAC).
Formação Acadêmica:
Graduado em Direito pela Universidade Gama Filho
Graduado em Administração de Empresas pela SUAM
Formação Profissional: 
Aos 31 anos abriu  sua primeira empresa: Barca do Lago. Nessa época, associou-se também a Bolsa de Gêneros Alimentícios – BGARJ, local que já frequentava durante o longo período em que trabalhou no Supermercado Disco. Em pouco tempo, tornou-se membro da diretoria e em 1994,  ingressou em seu 1º mandato como Diretor- Presidente da BGARJ. De lá pra cá, 20 anos se passaram e seu pulso firme, empreendedorismo e dedicação,  contribuíram  e continuam contribuindo e muito para o que a Bolsa é hoje. 

Premiações:
Seu trabalho, sempre reconhecido, também lhe rendeu várias homenagens e monções, entre elas a condecoração  Medalha  Tiradentes – Alerj; Título de Cidadão Iguaçuano;  Medalha Pedro Ernesto, da Câmara Municipal do Rio de Janeiro; Condecoração da Assembleia da República Portuguesa; Título de Destaque Empresarial da ALERJ; Título de Benemérito  da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro e o Diploma do Mérito Profissional da Ordem dos Jornalistas do Brasil.
Missões no Exterior:
José de Sousa, através de um convite realizado pelo Ministério da Agricultura, Alimentação, Floresta e Pesca da Coreia do Sul, participou do encontro Buy Korean Food Autumn 2012 (Compra de Comida Coreana Outono de 2012), que foi realizado em Gangnamdae-Ro, Seocho-Gu, Seoul, na Coreia do Sul, nos dias 09, 10 e 11 de outubro. 
Bibliografia:
Da Esquina do Pecado ao Palácio da Bolsa  -  60 anos de trajetória da maior Bolsa de Alimentos da América Latina
 siga as atualizações em www.josedesousa.com.br 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Mobilidade Urbana: Problemas e soluções para o caótico ir e vir do cidadão.




POR MARIZA CARDOSO



Reflexo de uma  sociedade, os meios de transporte, vem se modificando e evoluindo conforme a necessidade humana.  Desde os primórdios, o homem precisava se locomover para vencer grandes distâncias. No início, ele apenas caminhava e chegava ao seu destino. Mas a necessidade o fez criar meios para diminuir seu tempo percorrido e aumentar a distância desbravadaMas será que os meios acompanham a necessidade atual da sociedade ou estamos perdendo anos de vida, à toa?
Segundo uma pesquisa apresentada no Jornal Hoje, do dia 20 de maio de 2014, atualmente, 10 anos de uma vida, são gastos em engarrafamentos. O cidadão passa mais tempo indo e vindo para casa do que em casa ou no trabalho. Cálculos feitos, ao  longo da vida, 10 anos serão perdidos entre o ir e vir.  Chegou a hora de pensar em soluções!

Curiosidade: O início dos transportes

O  meio aquático, com canoas e botes, foi o primeiro a ser inventado. Depois veio o terrestre, com os trenós – pranchas puxadas por animais domésticos.  Com a invenção da roda, em 3000 a. C., na Mesopotâmia,  estradas foram criadas para facilitar a locomoção.  Os primeiros povos a construir estradas foram os egípcios. Mas a evolução da sociedade precisava mais... Outros meios foram criados e hoje contamos com: terrestres (ferroviário, rodoviário e metroviário), aquáticos ou hidroviários (marítimo, fluvial e lacustre), aéreo e dutoviário.
O Fluvial, um dos mais antigos, teve desempenho importante e essencial para a ocupação e povoamento dos continentes.  E para este meio, os rios eram as “estradas” naturais. Hoje o transporte marítimo continua com sua importância, apesar de seus portos não suprirem a demanda.
O único considerado mais rápido e sofisticado continua sendo o  aéreo. Apesar de o tráfego aéreo estar congestionado também, consegue-se em pouco tempo ainda chegar ao destino.
O  dutoviário, não serve para nós, pois é  realizado em tubos ou dutos apenas para transportar substâncias gasosas (gasodutos), líquidas (oleodutos) ou sólidas (minerodutos).

Apesar das várias opções de transporte, o nosso foco é o terrestre, realizado por  trens, ônibus, carros, motocicletas e caminhões. No início funcionavam com maestria,  mas ferrovias,  ruas, estradas e rodovias não acompanharam a demanda e hoje parece que estamos voltando aos primórdios, onde andar a pé, por vezes, se chega ao destino com maior rapidez... O ir e vir se transformou em um problema nas últimas décadas. As grandes cidades possuem um fluxo de pessoas circulando todos os dias e consequentemente o tráfego  tem ficado cada vez mais lento, devido ao número de carros nas ruas, por conta de com um transporte  público  que não atende às necessidades da população.
Na década de 50, quando a indústria automobilística se instalou no país, o automóvel passou a ser o “queridinho” do cidadão. Várias  facilidades para a aquisição do bem foram e são oferecidas  e,  com um meio de transporte público ineficaz, entre sair de carro e  ficar espremido dentro de um ônibus lotado, a opção 1 tem sido a solução do cidadão que sofre cada dia mais com o ir e vir, ou seja, vencemos distâncias, mas não vencemos os problemas.
E com os meios de transporte cada vez mais rápidos, tudo seria maravilhoso se o caminho percorrido tivesse evoluído com a mesma intensidade.   Se chegamos ao estágio da rapidez, temos que chegar também a mobilidade desta rapidez. Não adianta termos veículos rápidos se não conseguimos acelerar um décimo de sua capacidade por ruas paradas em engarrafamentos infinitos.

Conhecimentos e inventores, temos.

Para chegarmos ao que temos hoje,  os transportes evoluíram de acordo com os conhecimentos que a humanidade adquiriu ao longo dos séculos.  A Expansão Marítima,  com vários inventos e  conhecimentos científicos, desencadeou muitas descobertas e  conquistas.
 A criação do trem, no século XIX,  deu ao inglês George Stephenson, um marco na história. Apesar de alcançar apenas 45Km/h, seu invento trouxe uma nova opção de transporte.
 O primeiro automóvel criado na Alemanha, por Carl Benz, em 1886, foi outro invento a ser marcado na história. E sua evolução durante os séculos, traz cada vez mais conforto. 
E o meio de transporte mais rápido, descoberto por Alberto Santos Dumont, trouxe  a bordo do 14-Bis, em 1906, a solução para grandes distâncias, em tempo recorde para a época. Seu invento  trouxe muita facilidade para o mundo moderno.
Mas, mesmo com tantos inventos, o Rio de Janeiro não anda... Sair de casa três horas antes para chegar ao trabalho e chegar em casa três horas depois de sair do trabalho, vem sendo a dura realidade enfrentada pelo carioca  devido a péssima equação + carros  – vias – transportes adequados. Trajetos curtos viraram viagens que na maioria das vezes são transformadas em horas de engarrafamentos, aborrecimentos e atrasos incalculáveis. Dependendo do percurso, atualmente o carioca passa mais tempo no trânsito, do que no trabalho ou em casa.  E se medidas não forem tomadas, a cidade maravilhosa vai parar.
O  caos  no transporte rodoviário e a insistência em continuar investindo cada vez mais em um meio de transporte que não oferece mobilidade urbana eficiente, tem levado o brasileiro a pensar e repensar seus conceitos.  Apesar de ter sido criado no passado como complemento do transporte ferroviário e acabou se tornando seu maior concorrente,  hoje, a utilização de carros, ônibus,  vans, não atendem a demanda se seus usuários.  Pesquisas e mais pesquisas levam a solução da mobilidade urbana eficiente para outros caminhos. O transporte marítimo seria uma solução para o caos  tanto do transporte urbano quanto para o transporte da cargas.  Mas poucos são os portos em condições de receber navios  de grande porte. E poucos são as barcas que transportam passageiros. As barcas no Rio de Janeiro, por exemplo, atendem Niterói, Ilha do Governador, Paquetá, mas devido ao pouco investimento que é feito, é  um meio de transporte tão lotado e ineficiente quanto os demais oferecidos para a população.  
O ferroviário seria outra solução.  Exemplo disso acontece nos países europeus, onde há a integração nacional e internacional, oferecendo facilidade  de locomoção entre cidades e países. Apesar de o Brasil ter sofrido uma grande estagnação em suas ferrovias, na década de  70,  o metrô,  chegou para tentar solucionar o problema do caos urbano, mas poucas linhas funcionam, não atingindo assim a necessidade da população.

O VLT, modelo  ecologicamente correto que mistura  trem e ônibus , vem sendo adotado em vários países, por sua rapidez e economia,  pois transporta cerca de 18.000 passageiros por hora, o equivalente a mais de 100 carros ou seis ônibus. Além disso, são silenciosos e utilizam energia elétrica. Seu piso baixo garante total acessibilidade e segurança. Portanto, soluções eficazes, temos... Basta saber investir! 

quinta-feira, 1 de maio de 2014

AYRTON SENNA: 20 ANOS DE SAUDADES




Difícil não lembrar esse dia triste. Vinte anos se passaram  e a tristeza e o mito Ayrton Senna permanecem, tanto que seu túmulo, no cemitério do Morumbi, em São Paulo, continua sendo um dos mais visitados e homenageados.
 Idolatrado, o piloto alegrou por várias vitórias, os domingos dos brasileiros até o dia 1º de maio de 1994, quando a Curva Tamburello o levou, a bordo da Williams a mais de 300 km/hora.
Nascido em São Paulo, em 21 de março de 1960, Senna começou sua carreira na F-1 em 1984, pela Toleman. No ano seguinte, já na Lotus, conquistou sua primeira vitória.  Em 1988, foi para a  McLaren e terminou sua carreira na Willians.  Em apenas cinco anos de F-1, Senna ganhou três campeonatos e mostrou ao mundo que em situações adversas e arriscadas, seu talento transbordava.
A notícia de sua morte, naquele domingo, 1º de maio de 1994, deixou o Brasil triste,  muito triste.

 Aos poucos essa tristeza foi se espalhando por todo o país e a partir daí,  Senna passou a ser um herói especial. Sua trajetória  ficará para sempre na memória não só dos brasileiros, mas de todos aqueles que conquistou, ao longo de sua vida por sua força e superação. 

domingo, 20 de abril de 2014

LUCIANO DO VALLE: UMA DAS MELHORES VOZES DO ESPORTE


  







Considerado um dos principais profissionais da imprensa do país, Luciano do Valle, uma das melhores vozes do esporte, nos deixou na tarde deste sábado, 19/04/2014, aos 66 anos, vítima de um infarto, após chegar em Uberlândia. Já no voo, Luciano passou mal e assim que chegou ao aeroporto, foi transferido para o hospital, vindo a falecer horas depois.
Luciano iniciou a carreira na Rádio Central de Campinas e ganhou destaque trabalhando na Rádio Nacional, em  São Paulo, onde participou da cobertura da Copa do Mundo de 70. Foi  narrador esportivo da TV Globo onde transmitiu  Copas do Mundo, Olimpíadas, Fórmula 1 e Fórmula Indy, além de ter sido apresentador do "Globo Esporte". Depois, na Band foi  o responsável por aumentar a programação esportiva da Band e valorizar esportes olímpicos - vôlei e basquete, além de diversificar a cobertura de futebol, com espaço para divisões inferiores e jogos de veteranos. 
Na Ordem dos Jornalistas do Brasil, foi homenageado em 2012 com o diploma do Mérito Profissional e Medalha Hipólito da Costa, ao lado de vários colegas como Paulo Henrique Amorim, Salete Lemos e Antonio Carlos.
Com muita tristeza  a Ordem dos Jornalistas do Brasil, se despede deste profissional exemplar que fez história na imprensa nacional e ficará para sempre em nossas memórias.

quarta-feira, 26 de março de 2014

EXPOSIÇÃO RON MUECK NO MAM

Desde o dia 20 de março, o MAM apresenta a exposição Still Life (Natureza Morta), do artista plástico australiano Ron Mueck. A mostra ficará em cartaz até o dia 1º de junho,  no Aterro do Flamengo - Rio de Janeiro.
Esta é a primeira vez que Mueck traz suas peças para a America Latina. Com resina, fibra de vidro, silicone e pintura acrílica e com um trabalho extremamente detalhista, o australiano atinge resultados “hiper-realistas”.
O horário de funcionamento do MAM é de terça a sexta, das 12h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 12h às 19h e a entrada no museu custa R$ 14 - inteira e R$ 7 - meia entrada.. Crianças até 12 anos não pagam. Nas quartas-feiras após as 15h, o museu tem entrada franca.

quarta-feira, 5 de março de 2014

D, a vitamina “queridinha” do momento


Verificado pela classe médica, um grande aumento do índice de carência desta vitamina na população de países tropicais como o Brasil, fato que levanta o questionamento a respeito do comportamento da população em geral e do conhecimento de sua importância, em continuidade a matéria publicada na edição anterior, entrevistamos a Dra. Evelin Sbano, nutricionista, que explica, na esfera nutricional,  um pouco mais sobre a mais nova “queridinha” do momento.

O que é a Vitamina D? Apesar de parecer um suplemento alimentar, Dra. Evelin explica que a Vitamina D funciona como um hormônio (está relacionada ao bom funcionamento do corpo) onde 90% dela é fabricada na pele através da exposição ao sol. “Além de papel importante relacionado aos ossos, atualmente já foi comprovado que a variação de sua concentração no sangue pode influenciar no desenvolvimento de algumas doenças como diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, na imunidade corporal e na prevenção do câncer. Em função disto, torna-se necessário o acompanhamento de um médico endocrinologista, um dermatologista e de um nutricionista”, destaca.

            Segundo ela, na natureza, a Vitamina D encontra-se em duas formas: D3 (colecalciferol) e D2 (ergocalciferol). A D2  é pouco disponível e é mais utilizada como suplemento alimentar. A D3  é a forma que o corpo produz na pele (com a incidência da luz solar) e é a encontrada nos alimentos.  Porém, nosso corpo não aproveita estes compostos nessas formas. É necessário chegar aos rins e fígado onde serão transformados à forma biologicamente ativa para serem utilizados por fim.
                A deficiência da vitamina D ocasiona, em crianças, o raquitismo e nos adultos a osteomalácia (é o enfraquecimento e a desmineralização dos ossos) enquanto sua insuficiência, que vem sendo verificada com frequência nos consultórios, pode resultar em osteoporose. Nos idosos (acima de 65 anos) a deficiência é acentuada em torno de 40 a 100% dos indivíduos.

Deficiência = ≤ 20µg/mL de 25(OH) D sanguíneo
Insuficiência = níveis entre 21 e 29µg/mL de 25(OH) D sanguíneo
Níveis adequados: entre 30 e 100µg/mL de 25(OH) D sanguíneo

Para a esfera nutricional, a recomendação dietética da Vitamina D sofrerá variações de acordo com a faixa etária, sexo, momento fisiológico (gestantes, lactantes), estilo de vida, etnia e estado nutricional geral dos indivíduos. Em função disto, torna-se necessária a avaliação bioquímica associada para determinar a dosagem adequada de vitamina D para o indivíduo.  
A nova DRI(Dietary Reference Intakes) para vitamina D, publicada em 2010, recomenda para adultos a ingestão de 600 UI (15 mcg) por dia e 800 UI/dia (20 mcg) para idosos. Também é indicada a exposição ao sol de braços e pernas antes das 10h da manhã, de 15 a 20 minutos, 3 vezes por semana, sem protetor solar, pois fatores de proteção solar acima de 8 já alteram a biodisponibilidade do nutriente pela pele e indivíduos com pele mais escura possuem capacidade reduzida de fabrica-la e, por isto, devem expor-se com maior frequência ou por maior período de tempo. A Sociedade Brasileira de Dermatologia defende que pessoas com pele muito clara, que têm maior risco de câncer de pele, sempre usem protetor solar e, apenas três vezes por semana, tomem sol, mas só nos braços. Segundo a entidade, essa exposição já é suficiente para um aporte adequado de vitamina D. Por esse motivo, é recomendável a avaliação de um médico dermatologista quanto às orientações de exposição solar.

A vitamina D precisa do sol para ser transformada na sua forma ativa, pois, o que ingerimos  está na forma inativa (fica armazenado no coração, pulmão , rins e fígado) e sua forma ativa é consumida de imediato (não é armazenada). A única forma de ter níveis tóxicos de vitamina D no sangue é através de tratamentos de suplementação com vitamina D e não com a ingestão de alimentos ricos em vitamina D ou a excessiva exposição à luz solar.

         Poucos alimentos são considerados fontes de Vitamina D, que  são os peixes, óleos de peixes, frutos do mar e alimentos derivados do leite, como queijos gordurosos e manteiga, além dos alimentos enriquecidos como alguns cereais e margarina . Existem estudos que indicam que a ingestão de álcool e fibras pode diminuir sua biodisponibilidade, ou seja, diminuir a quantidade de vitamina a ser utilizada pelo organismo. MAHAN e ESCOTT-STUMP (2003) citam que a vitamina D é muito estável e não sofre alteração quando os alimentos são processados ou armazenados por longos períodos.
Levando em consideração as recomendações nutricionais gerais, como exemplo, um indivíduo idoso necessitaria aproximadamente da ingestão de 2 litros de leite ao dia para suprir suas necessidades individuais da vitamina, para  a absorção  necessária, o sol é o grande aliado, finaliza.

                                  Esquema 1


Vit D               ossos, diabetes,  hipertensão arterial
                                                                                       sistema imunológico, câncer, doenças
                                                                                            cardiovasculares.

D3  (Colecalciferol )                                            D2 (Ergocalciferol)                        D3 e D2 o corpo
 pele    ( 90%)                                       pouco disponível nos alimentos                 não aproveita
fontes  alimentares  (10%)                                suplementos
óleo de peixes, gema do                               
ovo, leite e derivados
 


                                             fígado e rins

                                    1,25 (OH)2 D3  - dihidroxicolecalciferol     (forma que o corpo utiliza)

                                              Esquema 2

Alimentos ricos em vitamina D
Porção (g)
Quantidade de vitamina D (mcg)
Óleo de fígado de bacalhau
13,5
34
Óleo de salmão
13,5
13,6
Ostras cruas
100
Peixes
100
2,2
Leite fortificado
244
2,45
Ovo cozido
50
0,65
Carnes (frango, peru, porco) e vísceras
100
0,3
Manteiga
13
0,2
Carne bovina
100
0,18

Entevista: Dra. Evelin Sbano
Nutricionista