domingo, 20 de abril de 2014

LUCIANO DO VALLE: UMA DAS MELHORES VOZES DO ESPORTE


  







Considerado um dos principais profissionais da imprensa do país, Luciano do Valle, uma das melhores vozes do esporte, nos deixou na tarde deste sábado, 19/04/2014, aos 66 anos, vítima de um infarto, após chegar em Uberlândia. Já no voo, Luciano passou mal e assim que chegou ao aeroporto, foi transferido para o hospital, vindo a falecer horas depois.
Luciano iniciou a carreira na Rádio Central de Campinas e ganhou destaque trabalhando na Rádio Nacional, em  São Paulo, onde participou da cobertura da Copa do Mundo de 70. Foi  narrador esportivo da TV Globo onde transmitiu  Copas do Mundo, Olimpíadas, Fórmula 1 e Fórmula Indy, além de ter sido apresentador do "Globo Esporte". Depois, na Band foi  o responsável por aumentar a programação esportiva da Band e valorizar esportes olímpicos - vôlei e basquete, além de diversificar a cobertura de futebol, com espaço para divisões inferiores e jogos de veteranos. 
Na Ordem dos Jornalistas do Brasil, foi homenageado em 2012 com o diploma do Mérito Profissional e Medalha Hipólito da Costa, ao lado de vários colegas como Paulo Henrique Amorim, Salete Lemos e Antonio Carlos.
Com muita tristeza  a Ordem dos Jornalistas do Brasil, se despede deste profissional exemplar que fez história na imprensa nacional e ficará para sempre em nossas memórias.

quarta-feira, 26 de março de 2014

EXPOSIÇÃO RON MUECK NO MAM

Desde o dia 20 de março, o MAM apresenta a exposição Still Life (Natureza Morta), do artista plástico australiano Ron Mueck. A mostra ficará em cartaz até o dia 1º de junho,  no Aterro do Flamengo - Rio de Janeiro.
Esta é a primeira vez que Mueck traz suas peças para a America Latina. Com resina, fibra de vidro, silicone e pintura acrílica e com um trabalho extremamente detalhista, o australiano atinge resultados “hiper-realistas”.
O horário de funcionamento do MAM é de terça a sexta, das 12h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 12h às 19h e a entrada no museu custa R$ 14 - inteira e R$ 7 - meia entrada.. Crianças até 12 anos não pagam. Nas quartas-feiras após as 15h, o museu tem entrada franca.

quarta-feira, 5 de março de 2014

D, a vitamina “queridinha” do momento


Verificado pela classe médica, um grande aumento do índice de carência desta vitamina na população de países tropicais como o Brasil, fato que levanta o questionamento a respeito do comportamento da população em geral e do conhecimento de sua importância, em continuidade a matéria publicada na edição anterior, entrevistamos a Dra. Evelin Sbano, nutricionista, que explica, na esfera nutricional,  um pouco mais sobre a mais nova “queridinha” do momento.

O que é a Vitamina D? Apesar de parecer um suplemento alimentar, Dra. Evelin explica que a Vitamina D funciona como um hormônio (está relacionada ao bom funcionamento do corpo) onde 90% dela é fabricada na pele através da exposição ao sol. “Além de papel importante relacionado aos ossos, atualmente já foi comprovado que a variação de sua concentração no sangue pode influenciar no desenvolvimento de algumas doenças como diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, na imunidade corporal e na prevenção do câncer. Em função disto, torna-se necessário o acompanhamento de um médico endocrinologista, um dermatologista e de um nutricionista”, destaca.

            Segundo ela, na natureza, a Vitamina D encontra-se em duas formas: D3 (colecalciferol) e D2 (ergocalciferol). A D2  é pouco disponível e é mais utilizada como suplemento alimentar. A D3  é a forma que o corpo produz na pele (com a incidência da luz solar) e é a encontrada nos alimentos.  Porém, nosso corpo não aproveita estes compostos nessas formas. É necessário chegar aos rins e fígado onde serão transformados à forma biologicamente ativa para serem utilizados por fim.
                A deficiência da vitamina D ocasiona, em crianças, o raquitismo e nos adultos a osteomalácia (é o enfraquecimento e a desmineralização dos ossos) enquanto sua insuficiência, que vem sendo verificada com frequência nos consultórios, pode resultar em osteoporose. Nos idosos (acima de 65 anos) a deficiência é acentuada em torno de 40 a 100% dos indivíduos.

Deficiência = ≤ 20µg/mL de 25(OH) D sanguíneo
Insuficiência = níveis entre 21 e 29µg/mL de 25(OH) D sanguíneo
Níveis adequados: entre 30 e 100µg/mL de 25(OH) D sanguíneo

Para a esfera nutricional, a recomendação dietética da Vitamina D sofrerá variações de acordo com a faixa etária, sexo, momento fisiológico (gestantes, lactantes), estilo de vida, etnia e estado nutricional geral dos indivíduos. Em função disto, torna-se necessária a avaliação bioquímica associada para determinar a dosagem adequada de vitamina D para o indivíduo.  
A nova DRI(Dietary Reference Intakes) para vitamina D, publicada em 2010, recomenda para adultos a ingestão de 600 UI (15 mcg) por dia e 800 UI/dia (20 mcg) para idosos. Também é indicada a exposição ao sol de braços e pernas antes das 10h da manhã, de 15 a 20 minutos, 3 vezes por semana, sem protetor solar, pois fatores de proteção solar acima de 8 já alteram a biodisponibilidade do nutriente pela pele e indivíduos com pele mais escura possuem capacidade reduzida de fabrica-la e, por isto, devem expor-se com maior frequência ou por maior período de tempo. A Sociedade Brasileira de Dermatologia defende que pessoas com pele muito clara, que têm maior risco de câncer de pele, sempre usem protetor solar e, apenas três vezes por semana, tomem sol, mas só nos braços. Segundo a entidade, essa exposição já é suficiente para um aporte adequado de vitamina D. Por esse motivo, é recomendável a avaliação de um médico dermatologista quanto às orientações de exposição solar.

A vitamina D precisa do sol para ser transformada na sua forma ativa, pois, o que ingerimos  está na forma inativa (fica armazenado no coração, pulmão , rins e fígado) e sua forma ativa é consumida de imediato (não é armazenada). A única forma de ter níveis tóxicos de vitamina D no sangue é através de tratamentos de suplementação com vitamina D e não com a ingestão de alimentos ricos em vitamina D ou a excessiva exposição à luz solar.

         Poucos alimentos são considerados fontes de Vitamina D, que  são os peixes, óleos de peixes, frutos do mar e alimentos derivados do leite, como queijos gordurosos e manteiga, além dos alimentos enriquecidos como alguns cereais e margarina . Existem estudos que indicam que a ingestão de álcool e fibras pode diminuir sua biodisponibilidade, ou seja, diminuir a quantidade de vitamina a ser utilizada pelo organismo. MAHAN e ESCOTT-STUMP (2003) citam que a vitamina D é muito estável e não sofre alteração quando os alimentos são processados ou armazenados por longos períodos.
Levando em consideração as recomendações nutricionais gerais, como exemplo, um indivíduo idoso necessitaria aproximadamente da ingestão de 2 litros de leite ao dia para suprir suas necessidades individuais da vitamina, para  a absorção  necessária, o sol é o grande aliado, finaliza.

                                  Esquema 1


Vit D               ossos, diabetes,  hipertensão arterial
                                                                                       sistema imunológico, câncer, doenças
                                                                                            cardiovasculares.

D3  (Colecalciferol )                                            D2 (Ergocalciferol)                        D3 e D2 o corpo
 pele    ( 90%)                                       pouco disponível nos alimentos                 não aproveita
fontes  alimentares  (10%)                                suplementos
óleo de peixes, gema do                               
ovo, leite e derivados
 


                                             fígado e rins

                                    1,25 (OH)2 D3  - dihidroxicolecalciferol     (forma que o corpo utiliza)

                                              Esquema 2

Alimentos ricos em vitamina D
Porção (g)
Quantidade de vitamina D (mcg)
Óleo de fígado de bacalhau
13,5
34
Óleo de salmão
13,5
13,6
Ostras cruas
100
Peixes
100
2,2
Leite fortificado
244
2,45
Ovo cozido
50
0,65
Carnes (frango, peru, porco) e vísceras
100
0,3
Manteiga
13
0,2
Carne bovina
100
0,18

Entevista: Dra. Evelin Sbano
Nutricionista


Óleos Essenciais


Existem registros históricos que fazem referências ao uso de óleos extraídos de plantas desde os povos antigos. Os egípcios faziam uso dos óleos essenciais na saúde, cosmética, na higiene e também, em suas cerimônias religiosas, como ofertas aos seus deuses.  Além  deles, há relatos do uso entre os  gregos, romanos, chineses e indianos.
Os óleos essenciais são frações líquidas e voláteis, que contêm as substâncias responsáveis pelo aroma das plantas. O uso terapêutico desses óleos, foi acidentalmente redescoberta por René Maurice Gattefossé, químico, que, após queimar a mão em uma pequena explosão de laboratório, usou óleo essencial de lavanda em seu estado puro, observando efeitos analgésicos rápidos, regeneração celular e assepsia (qualidade anti-séptica). Surpreso com os resultados pesquisou as propriedades dos óleos essenciais, sendo seguido neste trabalho por vários outros pesquisadores, chegando até a atualidade com usos e aplicações nas mais diversas áreas, como saúde, perfumaria, alimentícia, cosmética e outras.
A massagem é uma maneira importante para a aplicação dos óleos essenciais, sendo, do ponto de vista físico, o modo mais eficaz de introduzi-los no organismo.  Uma interação entre o poder terapêutico do toque e a escolha dos óleos essenciais, traz ao indivíduo  entre várias sensações, a do bem-estar.
Entre os óleos mais usados, vale destacar:
Alecrim
Vindo da Ásia, o óleo essencial de alecrim é um aliado precioso no combate à obesidade e celulite, mas tem ainda efeitos positivos no cérebro e sistema nervoso – melhora a memória, alivia as dores de cabeça, enxaquecas, fadiga mental e exaustão nervosa. O alecrim é ótimo para tratar o cabelo e para estimular a circulação no couro cabeludo, o que incentiva o crescimento capilar. A aromaterapia indica que este óleo é ainda adequado para tratar perturbações tão diversas como: diarreia, flatulência, dispepsia, colite, icterícia e disfunções hepáticas. As dores musculares, reumáticas, artríticas e relacionadas com a gota também encontram conforto no alecrim, assim como as doenças arteriais, palpitações, má circulação e varizes. Este óleo é simultaneamente utilizado no tratamento da bronquite, catarro, asma, sinusite, tosse, acne, eczema e dermatite.
Camomila
Anti-tóxico e anti-irritante, existem dois tipos de camomila – a camomila romana (originária da Inglaterra, é cultivada na Alemanha, França e Marrocos) e a camomila alemã (cultivada em França, Espanha e Marrocos). O óleo essencial de camomila romana é indicado para o alívio de dores musculares, de cabeça, enxaquecas, de dentes, de ouvidos e para o reumatismo. É aconselhada para o tratamento de vários tipos de problemas de pele – acne, eczema, erupções cutâneas, feridas, pele seca, dermatites e reações alérgicas em geral – bem como para perturbações do sistema digestivo, sistema nervoso e condições ginecológicas. Diluída, a camomila romana pode ainda ser utilizada nos bebês, para aliviar as gengivas aquando do nascimento dos dentes, cólicas e diarreia. Igualmente eficaz, a camomila alemã é conhecida por ser um bom anti-inflamatório, nomeadamente em curas associadas a dores articulares, musculares e à síndrome de intestino irritável. Pode melhorar as dores associadas à menstruação, aos espasmos musculares, reumatismo e artrite. Enquanto solução tópica, é aconselhada no tratamento de acne, eczema, erupções cutâneas, psoríase, pele hipersensível e reações alérgicas em geral.
Eucalipto
Com origens na China, o óleo essencial de eucalipto é perfeito para a pele, principalmente a oleosa, mas também no caso de queimaduras, feridas, bolhas, mordidas de insetos, piolhos e infecções cutâneas, em geral. O eucalipto é  indicado para o tratamento de gripes, além de  articulações doridas. A aromaterapia aconselha o eucalipto como enquanto estimulante mental, que melhora significativamente os níveis de concentração e de produtividade.
Gerânio
Encontrado na África do Sul, Madagáscar, Egito e Marrocos, o óleo essencial de gerânio tem propriedades tónicas, diuréticas, antissépticas, antidepressivas e antibióticas, entre outras. Extremamente benéfico para a pele – queimaduras, cortes, dermatites, eczema – é um excelente repelente natural contra mosquitos. O gerânio é igualmente utilizado no tratamento de hemorroidas, piolhos, úlceras, edemas, má circulação e dores de garganta. É muitas vezes prescrito para as mulheres, principalmente para alívio da tensão pré-menstrual e sintomas de menopausa.
Lavanda
Originário de França, este óleo é considerado um dos mais benéficos e está indicado para uma série de problemas de saúde – bronquite, asma, constipação, infecções da garganta e tosse. O óleo essencial de lavanda tem um efeito extremamente tranquilizante, perfeito para acalmar os nervos e aliviar a tensão, sendo ainda eficaz no tratamento da depressão,  ataques de pânico, dores de cabeça, enxaquecas e insónias. É ainda poderoso no tratamento de perturbações do sistema digestivo – flatulência, cólicas, náuseas e vômitos.  A lavanda é um dos poucos óleos essenciais que pode ser diretamente aplicado na pele, sem qualquer tipo de diluição.
Limão
Nativo da Índia, o óleo essencial de limão é muito benéfico para o sistema circulatório e para diminuir a tensão arterial.  Além de estimular o sistema digestivo, é um bom remédio para a prisão de ventre, dispepsia e celulite. Em aromaterapia, o limão acalma e alivia dores de cabeça e enxaquecas, melhorando as dores de quem sofre de artrite e reumatismo. Poderoso no combate às gripes e constipações, contribui para a diminuição da febre e outros sintomas associados, como as infecções da garganta e a bronquite. Indicado para o tratamento do cabelo e pele oleosa tem vários outros benefícios para a pele.
Rosa
Originário da França, o óleo essencial de rosa tem um efeito calmante muito agradável, principalmente em situações de depressão, raiva, luto, medo, tensão e stress. Estimula o funcionamento do fígado, da vesícula e do sistema circulatório, sendo ainda indicado para tratar várias doenças cardiovasculares. A aromaterapia defende ainda a sua utilização em casos de asma, tosse crónica, alergias, náuseas, herpes, eczema e inflamações diversas. Enquanto hidratante faz maravilhas à pele e, diluído em água, é um remédio ótimo para a conjuntivite.
Sândalo
Originário da Índia e extraído do tronco das árvores, o óleo essencial de sândalo é um dos óleos mais puros, sendo recomendado em terapias de bronquite e laringite. Extremamente eficaz no processo curativo de pele sensível, seca e oleosa pode ainda ser aplicado em cicatrizes, estrias e varizes. Antídoto perfeito para os soluços, a aromaterapia também sugere a utilização de óleo de sândalo em casos de depressão e stress.  Além das suas características afrodisíacas, melhora os níveis de concentração e funciona com um bom ansiolítico e redutor de ansiedade.
É importante destacar que um óleo, quando essencial, está altamente concentrado. Portanto, é necessário seguir as dosagens recomendadas na embalagem, ou mistura-lo com água para não produzir danos, em vez de benefícios. Se for usar apenas o óleo, é bom estar ciente de que cerca de 3 gotas por aplicação são o suficiente para produzir os efeitos desejados.  E na hora de comprar um óleo essencial, confira no rótulo as seguintes informações: nome científico, país de origem, composição química  e registro na ANVISA, garantias necessárias para não comprar por engano essências sintéticas, que não possuem propriedades medicinais.

Fonte: Trilha da magia

AS NOMENCLATURAS SAUDÁVEIS DOS ALIMENTOS



Com um aumento  considerável de pessoas que buscam uma alimentação balanceada e saudável, que proporcione  benefícios ao organismo, várias nomenclaturas estão surgindo, muitas vezes, confundindo o consumidor, com tanta novidade.  Em um resumo rápido e simples, as diferenças entre alimentos funcionais, orgânicos, transgênicos ou termogênicos? 

Alimentos Orgânicos:
São aqueles que no seu plantio, cultivo, processamento, não tem adição de agrotóxicos, ou seja, são isento de pesticidas,  sem adubos químicos e não é permitido o uso de sementes transgênicas na produção. Há também uma preocupação dos agricultores com o equilíbrio entre o manejo do solo e os recursos naturais, visando o desenvolvimento sustentável do meio ambiente.
Há no mercado dois tipos de selo ou certificações para os produtos orgânicos: produtos orgânicos e produtos com ingredientes orgânicos. Os produtos orgânicos são considerados orgânicos se forem compostos de apenas um ingrediente que deve ser 95% orgânico, enquanto que os produtos com ingredientes orgânicos  devem conter até 70% de ingrediente orgânico.
Alimentos Funcionais:
São alimentos que possuem compostos bioativos ou fitoquímicos que atuam diminuindo o risco de doenças crônicas, além promover benefícios para o organismo de quem consome. Segundo Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA),  os alimentos funcionais são  alimentos ou ingredientes que, além das funções nutritivas básicas, quando consumido como parte da alimentação usual , produz efeitos metabólicos e/ou fisiológicos benéficos à saúde. Exemplo: soja.
Alimentos Transgênicos:
São alimentos desenvolvidos em laboratório com parte de diferentes espécies. Também conhecidos como Organismos Geneticamente Modificados (OGM), que na lei nº 11.105/05, é definido como qualquer “organismo cujo material genético tenha sido modificado por qualquer técnica de engenharia genética”.

Alimentos Termogênicos:
São alimentos que auxiliam na queima de gordura, pois aumentam a TMB (taxa metabólica basal). São alimentos que podem ser utilizados antes da atividade física (ou em outro horário) para facilitar a queima de gordura. Ex.: O gengibre é um alimento termogênico (e funcional ao mesmo tempo). A canela também auxilia na queima de gordura (termogênico e funcional ao mesmo tempo) A pimenta é também um alimento termogênico.


Qual a tua obra?


Em suas obras, Mário Sérgio Cortella, filósofo, autor de 19 livros, Mestre e Doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP ),  brilhantemente aborda temas que sempre nos levam a questionamentos, na maioria deles, imperceptíveis ao nosso dia a dia.  Com o dom da oratória e  da filosofia,  suas respostas  simplificam o difícil,  já que para ele  o impossível não é um fato, é uma opinião.
Com 37 anos de docência, para ele ser professor é ter a incapacidade de ficar contido, ou seja, conhecimento e afeto são duas coisas que não se guarda, só ganha quem reparte. E ser professor é repartir, é transbordar. É deixar valores, ideias, virtudes para aqueles que serão nosso futuro. 
Seu último livro, Qual é  sua obra? , Cortella " desmistifica conceitos e pré-conceitos, e define o líder espiritualizado, como aquele que reconhece a própria obra e é capaz de edificá-la, buscando incessantemente o significado das coisas.  Um convite a refletirmos sobre certos valores que estão presentes em nossa sociedade nos dias atuais com definições e  questões levantadas em relação a Gestão, Liderança e Ética.
Como se estivesse conversando conosco, Cortella lança questionamentos, que nos acompanham desde o início do livro até o último capítulo. E esses questionamentos  e vários temas, sempre abordados por ele em palestras e entrevistas, estão presentes em nosso dia a dia. Religiosidade, ética, saúde, qualidade de vida, trabalho, família, tudo isso, de uma maneira espetacular, Cortella simplifica.  
Quando se fala em família, simples assim, Cortella explica que a família é a base da organização de um núcleo de proteção coletiva.  Em uma única frase... “ O mundo que vamos deixar para os nossos filhos  depende dos filhos que vamos deixar para esse mundo”, diz tudo. 
No trabalho, Cortella diz que se precisa fazer a distinção entre trabalho e emprego. Trabalho é fonte de vida, emprego é fonte de renda.  O trabalho precisa oferecer o que é fundamental para chegarmos ao essencial.
Para Cortella, a saúde é como uma plantinha que tem que ser regada diariamente. É preciso que haja harmonia, a qual ocorre na diversidade. E a saúde é a percepção, é a vivência de um bem-estar que precisa ser cuidado.
E a ética, é a base da convivência e está ligada à proteção da dependência de uma vida que, sendo curta,  não seja pequena. Ética está ligada a capacidade de escolher, decidir, julgar. É o que faz com que a vida seja honrada, com que o lucro seja higiênico e com que o sucesso seja decente.

Portanto... "Qual é a tua obra?"